segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Da solidão

Adoro ficar sozinha! Adoro ser sozinha! E em um momento tão frágil, a pior coisa que eu faria comigo mesma é estar com alguém, muitas vezes o ônus é maior que bônus, e já bastam todos os problemas que eu tenho. Ansiosa, depressiva, viciada em remédios para dormir, poucas pessoas compreendem isso, e as que compreendem, eu teria que dividir com elas o peso dos problemas delas, e como já disse, bastam os meus.
Sempre que tento me conectar com alguém é catastrófico de alguma forma, como eu tenho uma forma muito peculiar de gostar das pessoas, que na minha opnião é bastante saudável, muita gente não compreende isso, não compreende o que entendo por confiança, por ciúmes, o quanto acho prejudicial isso.
Sempre digo assim: melhor sozinha do que mal acompanhada. E faço disso minha desculpa para permanecer sozinha o máximo de tempo possível, já vão completar dois anos que não passo mais de um mês ficando com alguém, acho que um mês foi o recorde, eu estou cansada dessa instabilidade, mas não quero de forma alguma assumir os ônus de um companheiro! As brigas, as cobranças, as obrigações, eu tenho uma existência tão livre, por que me tirar isso?
E mais, por mais clichê que seja sempre acontece que quem eu quero não me quer e quem me quer eu não quero, fico irritada com isso. Apesar de sempre ignorar quando não me querem, acho que ninguém é obrigado à isso. Só fico triste quando não sai nem uma amizade disso, pois as pessoas pra mim vão além disso, sou amigo de quase todo mundo que fiquei, e fiquei com muitos amigos que antes só eram amigos, acho que isso uma ligação, uma experiência, nada além disso.
O que eu preciso agora é de amizades com benefícios, entendam os benefícios como quiserem, mas deve ser isso que você está pensando. Uma boa conversa e sair de vez em quando sem cobranças nenhuma, simplesmente deixando acontecer, ou não, forçando um pouco pra que se resuma à isso: benefícios!

Difícil encontrar isso com alguém bacana... Ahhh sou muito chata e indecisa.... Nem eu me compreendo a maior parte do tempo.

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