Se relacionar com pessoas é um problema, sempre vai haver um que ceda mais que o outro, ou com menos paciência, etc, não vou falar do óbvio. Eu tenho muitas dificuldades em me relacionar com pessoas, as oscilações de humor, do mesmo jeito que sou meiga e doce sou bruta e ignorante, sei que todos nós somos um caleidoscópio de características, mas às vezes tenho a impressão que meus extremos são extremos demais para conseguirem funcionar juntos. Sou uma pessoa extremamente calma, quando saio fico quieta conversando alguma bobagem com algum conhecido, jogo minha sinuquinha, não sou aquela menina que você vai ver descendo até o chão, embriagada, ficando com qualquer pessoa que passe na frente, aliás eu nem bebo.
Minha mãe sempre disse que mal notava que eu estava em casa, e ainda hoje é assim, fico quietinha no meu mundo e pronto, tive uma infância super saudável, não tenho nenhuma cicatriz de quedas, passava mais tempo já vendo filmes e desenhos ou simplesmente brincando de bonecas, quase sempre sozinha.
No colégio passava horas a fio na biblioteca lendo absolutamente tudo que eu encontrasse, quando acabaram-se os livros, comecei a ler enciclopédias, coisa que eu ainda adoro fazer. Mas voltando ao foco da postagem, por ser um ser muito peculiar, sou bem incompreendida, o fato de ser viciada em remédios potencialmente perigosos para mim, afinal sou muito nova para ter vícios tão grandes em remédios como Rivotril e Lexotan, sempre preocupa os outros.
Sempre acho que pessoas que não compreendem isso sempre vão me julgar da pior forma por ser assim, me considero com defeito de fábrica, meu botãozinho de ligar o fazedor de serotonina veio com defeito, o que eu posso fazer? Ah e as pessoas que compreendem são as que sofrem de males semelhantes, e bastam os meus, não é?
A minha depressão nunca me atrapalhou tanto em todos os aspectos da minha vida como esse ano, onde eu me envolvi com pessoas ruins, fui mal na universidade, perdi o foco de tudo, afastei absolutamente todas as pessoas da minha vida... A solidão é muito boa quando você não quer problemas, mas ela também traz problemas, a solidão em si. Nesses dois anos que estou sozinha, curti muito, saí muito, beijei muito, e em alguns momentos pensei em ter alguém fixo, mas é difícil achar alguém que mereça, ou que valha a pena ter todo o ônus de se relacionar com alguém.
Os bônus são ótimos: sexo, companheirismo, carinho, amor...
Ônus: cobranças, ciúmes, falta de confiança, privação da liberdade...
Posso ter, e de fato tenho, uma visão muito pessimista, mas não é por mal, eu sei que existe alguém por aí que combina comigo, esperança? Não, pura matemática, num mundo com quase 8 bilhões de pessoas, são variáveis demais para não existir nenhuma que combine perfeitamente comigo, o problema é o tamanho da Terra e a disposição das pessoas, tem gente em tudo que é canto!! É exatamente como procurar uma agulha em um palheiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário